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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

O Regicídio


 

REGICÍDIO
(Morte do Rei D. Carlos I)

“ O Princípio do Fim da Monarquia Portuguesa”

1 de fevereiro de 1908

 

O assassinato do rei D. Carlos e do Príncipe herdeiro, D. Luís Filipe, foi o prenúncio do fim da monarquia em Portugal.
Os problemas de descrédito na monarquia vinham já desde o Ultimato Inglês, em 1890, a crise financeira e os adiantamentos à Casa Real. A decisão do rei D. Carlos, em Maio de 1907, de manter João Franco como chefe de governo, em forma de ditadura, quando este perdeu a maioria nas câmaras do parlamento (a Câmara dos Deputados e a Câmara dos Pares), foi contestada por todos os partidos, com exceção, obviamente, do de João Franco. Durante meses, o rei foi violentamente atacado na imprensa.
A família real regressa a Lisboa depois de uma temporada de caça em Vila Viçosa. O Rei D.  Carlos tinha acabado de assinar no Alentejo a sua sentença de morte. Apesar do ambiente de grande tensão e contestação à monarquia, o Rei decide atravessar o Terreiro do Paço num landau aberto e com uma pequena escolta. Entre a multidão encontravam-se atiradores da Carbonária (uma sociedade secreta defensora dos ideais republicanos), pronta para matar D. Carlos.
Com efeito, o regicídio de 1908 teve um profundo impacto, pois os republicanos ganhavam cada vez mais força. Neste ambiente de instabilidade e tensões, sobe ao trono D. Manuel II, jovem e inexperiente. Com falta de preparação para governar, teve muitas dificuldades para manter a ordem no país e em conter a fúria republicana.
 A monarquia estava assim já muito fragilizada e dois anos depois é Proclamada a República, em 5 de outubro de 1910.
 





 

Link:

“Uma Viagem ao Dia do Regicídio” :

https://www.youtube.com/watch?v=j0N9lKY_uao1 de fevereiro de 1908

segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

Holocausto


Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto 

 27 de janeiro 

" Porque o tempo passa, mas a memória permanece…”


     O "Holocausto" é uma palavra de origem grega que significa "sacrifício pelo fogo", mas o significado moderno do Holocausto é o da perseguição e extermínio de cerca de seis milhões de judeus, como consequência do nazismo Hitleriano.
     Os nazistas, chegaram ao poder na Alemanha em janeiro de 1933 e defendiam a superioridade da raça ariana, ou seja, que os alemães eram " superiores" e que os judeus eram "inferiores", sendo uma ameaça à auto-intitulada à “pureza” dos alemães. Durante o Holocausto as autoridades alemãs também destruíram grandes partes de outros grupos considerados "racialmente inferiores": os ciganos (pelo menos 200.000 vítimas), os deficientes físicos e mentais, e eslavos. Outros grupos, eram perseguidos por seu comportamento político, ideológico ou comportamental, tais como os comunistas, os socialistas e os homossexuais. Guetos (bairros fechados) e campos de concentração, como Treblinka e Auschevitz, eram os espaços usados para proceder à eliminação de todos aqueles que não tinham capacidades de trabalho. 
      As atrocidades cometidas contra os judeus foram de todo o tipo: humilhações diversas, cobaias para experiências ditas científicas (eugenismo), mão de obra escrava nos campos de trabalho e fábricas de armamento, fuzilamentos e extermínio nas câmaras de gás…
      Em 1933, a população judaica europeia era de mais de nove milhões de pessoas. A maioria dos judeus europeus vivia em países que a Alemanha nazista ocuparia ou viria a influenciar durante a Segunda Guerra Mundial. Em 1945, aquando do fim da guerra, os alemães e seus colaboradores já haviam assassinado dois entre cada três judeus europeus, em uma operação por eles denominada "Solução Final”.



- Um olhar sobre o  Holocausto -